Grande parte das escolas ainda se baseia em sistemas pedagógicos calçados em teorias behavioristas "mergulhadas" em suas normas e estatutos com rígidas regras no que diz respeito a disciplina e relação entre professor e aluno. As práticas decisivas, ou seja, as avaliações mesmo a cargo dos professores, sofrem pressões mínimas que exigem o sistema de nota como o principal, deixando assim, muito a desejar. Desde a organização das salas baseadas em modelos antigos de que datam as bases da epistemologia, cito Kant e visões como a fenomenologia, os horários, a chamada e a disposição obrigatória de vários elementos das aulas são e devem ser behavioristas por imposição da instituição.
A interação com alunos do ensino fundamental e médio é muito mecânica e está baseada principalmente nas teorias behavioristas e certos conteúdos com "pitadas" de Geltalt. O nível cultural dos alunos está muito fraco devido o pouco valor dado a sua natureza e à grande pressão do mercado. Este mesmo mercado ilude as pessoas que não possuem a mínima noção do conceito mundo e sociedade, fazendo com que se lancem em cursos, empregos e ações que em nada tem haver com seus dons e suas habilidades mínimas na maioria das vezes. Para nós professores, não há um conceito definido de "burrice", pois, pessoas de fraco desempenho em uma área podem ter um fantástico desempenho em outra. Porém, não posso negar que existem alunos que não possuem um bom desempenho geral e para estes alunos um sistema de ensino à curto prazo e altíssima velocidade como os oferecidos pelo mercado atual, não permite uma ação estratégica construtivista. Por opção, todos os cursos básicos são fundamentados dentro do sistema do quadro-copia, ou seja, da repetição e decoreba, tornando o aluno um robô. Dentro do prazo do curso este sistema se apresenta perfeito, o problema é que estes alunos não são críticos e não conseguem "ver" nada além do que passamos, dando uma impressão de que a área estudada é apenas o que se discute em sala de aula, aliás, discutir é algo que os professores fazem "sozinhos", pois, um grande grupo de alunos das escolas públicas apenas reproduzem o que está nos livros e o que é dito em aula. Eles não são capazes de absorver mais do que é mostrado em aula, pois, sua capacidade de busca, abstração e conseqüentemente de subjetividade é muito baixa devido à forma como o conteúdo e dado. A visão de mundo destes alunos fica restrita à faixa de informações que recebem do curso.
Os alunos das universidades recebem um tratamento misto, que utiliza teorias behavioristas, getálticas e construtivistas. A relação com estes alunos, na sua maioria maduros e com extrema ânsia de entrar no mercado de trabalho permite abordagens mais "selvagens", podendo ser abolida uma parte do "adestramento" via repetição e sistema de bônus ou penalidades. Porém, muitos deles carregam seqüelas do ensino médio, puramente behaviorista e não conseguem enxergar em métodos gestálticos e construtivistas uma opção de um ensino de qualidade. Muitos deles não são capazes de avançar apenas com tópicos guias e leitura complementar para uma formação mais individual de um conteúdo, ou seja, uma formação crítica. Vários deles ainda estão presos às aulas puramente expositivas extensivas com acompanhamento lado a lado, exercícios permanentes e provas que se utilizem apenas do "visto" em aula exatamente com as mesmas palavras e formatos de conceitos. Ao abandoná-los para que se utilizem das guias dadas para buscarem mais para completar as lacunas deixadas, simplesmente se "perdem" e ficam dando "voltas" sem conseguir ver o que realmente pedimos e queremos que interpretem. Teorias de ensino construtivista podem em muitas vezes desencadear problemas crônicos de aversão ao professor e a disciplina cursada. Além disto, práticas gestálticas são confundidas como ensino para pessoas com deficiência mental ou como uma forma de "matar aula" em benefício de um professor "vagabundo". As leituras complementares tão comuns na universidade são vistas por alguns grupos de alunos como métodos de "refresco" e prova inscontestável da falta de conhecimento do professor, que, ao se ver incapaz de ministrar satisfatoriamente seu curso "entope" os alunos com material extra para evitar uma aula direta.
Apesar disto, as aulas não se baseiam unicamente em métodos behavioristas, mas na sua grande parte no construtivismo mesclado com a gestalt. Mesmo não percebendo, grande parte dos alunos são "bombardeados" por signos básicos que acabam por levá-los a um nível de conhecimento pelo visual. Um dos grandes problemas atuais é a visão de mundo de cada grupo social dentro de sua comunidade, tornando os alunos "universos próprios" que devem ser explorados pelo professor. Aqui me refiro a detectar problemas pessoais ligados a família ou ao cotidiano e a partir disto traçar uma estratégia de abordagem relacionada a esta ou aquela metodologia. O desafio fica na prática radical de não se conseguir utilizar uma metodologia generalista concomitante com uma grande expressão fenomenológica encontrada atualmente, onde apenas o que se vê e se registra tem validade, onde a imagem vale mais do que pesquisa. Devido a isto, estratégias de ensino com grande quantidade de elementos visuais aliados aos métodos construtivistas são adicionados aos métodos tradicionais sem que os alunos percebam a psicologia por trás disto.
Apesar disto, as aulas não se baseiam unicamente em métodos behavioristas, mas na sua grande parte no construtivismo mesclado com a gestalt. Mesmo não percebendo, grande parte dos alunos são "bombardeados" por signos básicos que acabam por levá-los a um nível de conhecimento pelo visual. Um dos grandes problemas atuais é a visão de mundo de cada grupo social dentro de sua comunidade, tornando os alunos "universos próprios" que devem ser explorados pelo professor. Aqui me refiro a detectar problemas pessoais ligados a família ou ao cotidiano e a partir disto traçar uma estratégia de abordagem relacionada a esta ou aquela metodologia. O desafio fica na prática radical de não se conseguir utilizar uma metodologia generalista concomitante com uma grande expressão fenomenológica encontrada atualmente, onde apenas o que se vê e se registra tem validade, onde a imagem vale mais do que pesquisa. Devido a isto, estratégias de ensino com grande quantidade de elementos visuais aliados aos métodos construtivistas são adicionados aos métodos tradicionais sem que os alunos percebam a psicologia por trás disto.
Procuro dentro da metodologia de ensino que utilizo, usar conceitos que tangenciam sempre o mundo atual e social. Tento mostrar que tudo que se estuda depende do homem como ser pensante que percebe as coisas à sua forma devido a uma grande bagagem de vida, onde somam-se cultura, política e etc. Porém, diversos elementos são percebidos da mesma forma por serem muitas vezes detentores de um significado universal. Para isto aplico teorias da geografia cidadã de Milton Santos, teorias epistemológicas pós-modernas, gestalt + construtivista e com coordenação behaviorista. Como foi dito antes, é impossível usar esta ou aquela teoria, porém com um novo conhecimento trazido por estudos de Freud, Jung, e história da epistemologia, vários mecanismos antes apenas presenciados, agora podem de uma forma mais feliz, porém ainda muito artificial serem compreendidos de uma maneira mais natural e até com uma visão mais otimista de solução.
A resposta dos alunos é variada e vai de risadas até ódio completo. As risadas se dão devido a uma identificação dentro das conversas que temos e ódio por aqueles que acham a teoria das aulas algo inútil e com uma perda irreparável de tempo. Sabemos que pessoas que não sabem quem são, se deixam levar mais facilmente por pressões verticais do capitalismo que tráz signos chamativos que moldam o caráter e cultivam na cultura uma máscara tênue que se torna densa ao longo dos anos, afastando o indivíduo da sua realidade. Cabe ao professor tentar mostrar ao aluno o caminho para que ele possa por si só trilhar o próprio caminho e construir suas expectativas originais sem se deixar levar pelas forças comerciais. Isto não significa negar um mundo real onde estamos mergulhados, mas sim compreendê-lo para tirar dele o melhor possível sem entrar "na caverna obscura" da ignorância. Para isto nada melhor que usar os próprios símbolos do cotidiano para apontar uma melhor escolha, ou, ao menos, expôr uma opinião e fazê-los criticá-la para saber até onde possuem uma opinião calçada sobre firmes bases. Resumidamente, várias teorias são utilizadas, porém nas relações fora da sala de aula, teorias gestálticas são muito utilizadas, até porque, informalmente elas são melhores aplicadas pelo "enfraquecimento" das regras behavioristas impostas pela instituição dentro da sala de aula. Nota-se o uso de clausura, experiências passadas e noção de conjunto dentro dos discursos das rodas de papo.
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